sexta-feira, 24 de maio de 2013

Perfeição

Ela é magnífica, é sensacional
Torce pro grêmio, não para o internacional.
Ela me tira a concentração
Com um uma breve mostra de sorriso,
Sabe que mexe com minha imaginação.
Ela não pode mudar, é o jeito dela
Ela é musa, modelo principal na passarela
Ela só precisa de segundos para me estontear,
Mas, alerto, ela também me tira o ar.
Sei o seu nome, até sei seu sobrenome
Vi suas fotos, perdi o sono, perdi a fome.
Olho aos céus e me pergunto por que tanta beleza reunida
Ela sempre para minha avenida.
Para toda a cidade como uma espécie de fenômeno natural,
Não sei se sem querer ou de modo proposital.
No paraíso certamente falta brilho, falta cor
Pois ela reuni tudo isso com bastante fervor.
Ela é voz, violão, canção.
Ela é noite de verão.
Ela é censura e difamação.
Ela é a perfeição.

sábado, 4 de maio de 2013

Nossas vidas

Nossas vidas estão tão íntimas,
Que não tenho ideia de como faço pra te esquecer.
Nossos problemas costumam ser tão ínfimos,
Que não sei se estou exagerando teu proceder.
Nossas vidas se encurralaram naquela rua,
No momento em que eu menos esperava,
E que eu mais precisava.
Nossas vidas são como a neve do inverno,
Tem aspecto de pureza,
Contigo não ando de terno,
E sempre levamos com leveza.
Nossas vidas são como as cordas de um violão,
Que numa noite qualquer vibram juntas,
Combinam-se as mãos,
E já esquecem-se as perguntas.
Nossas vidas resumem-se a momentos,
Que eu queria muito repetir,
Mas momentos são únicos,
Precisamos sobre isso refletir.
Nossas vidas fazem emergir toda a dor
Mas só nossas vidas fazem visível todo nosso amor



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Thinking of you

Penso nela a todo momento
Penso nela sem saber se deveria estar pensando
Porque pensar nela talvez seja um perigo
Porém não pensar nela é um castigo
Penso nela quando quero esquecê-la
Penso nela quando acho que merecia tê-la
Penso nela no silêncio do meu quarto
Também penso na tarde de futebol
Penso tanto nela, mas não me farto
Penso nela na chuva e até num dia só de sol
Penso no olhar dela
Penso nas coisas que o olhar dela diz pra mim
Penso no sorriso dela
Penso que não sou culpado por pensar assim
Penso que até posso me perder
Quando encontrar ela para falar tudo que sinto
Penso que pensar nela é como estar num labirinto
Penso que viver sem amor é não viver

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A malandragem dela

De mente aberta, 
Ela guarda tudo.
Ela lembra no final
De coisas que eu fico até mudo.
Me deixa pra trás
Na arte de ser malandro,
Essa mina tem valor, 
E a cada dia vai melhorando.
Se eu pedisse ao céus para encontrar alguém assim,
Certamente não o iria,
Mas ela está bem ai na frente,
Só falta ter boa pontaria.
A malandragem dela realmente me comove
Não adianta se esforçar, 
Ela é mais que esse seu grau nove.
De repente sinto a falta dela
Dela eu sinto saudade,
Mas como ela é malandra,
Deve estar a reconstruir..
Nossa amizade. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Menina Pequena

Menina pequena,
De rostinho branco
E mãos de veludo,
Desejo saber
Qual é que vai ser
Entre nós dois no fim do mundo...
Menina pequena, 
Que os olhos são puros
E os cabelos estão por enrolar,
Te proponho uma noite,
De sexta ou sábado,
Para a gente se amar...
Menina pequena,
Que domina os idiomas
E sonha alto,
Comigo tu podes ficar
Sem o salto...
Menina pequena, 
Que de pequena nada tem
Se soubesse a altura da tua beleza,
Estarias a voar!

domingo, 2 de setembro de 2012

Quando escrevo, ela lê

De baixo da árvore,
Em casa, na rua
Parada, andando,
Olhando a lua...
Quando eu escrevo, ela lê
E ela lê muito pouco
Porque escrevo no sufoco
Escrevo poucas palavras 
Palavras de um louco mas...
Ela lê quando eu escrevo
Se eu tiver que usar desse artifício
Para que ela possa me lembrar
Certamente o farei
No intuito de te avisar
Quando eu escrevo, ela lê
Ela lê quando eu escrevo

sábado, 16 de junho de 2012

Soneto de sábado sozinho

A luz vai se dissipando com a chegada da lua
E o relógio marca altas horas
Filmes antigos, de senhores e senhoras
Eu não pertenço a isso e a culpa é sua

Você que passa sete dias sem mim
Você que fica calada
Teu silêncio barulhento de estrada
Leva de cá pra lá meu anjo querubim

Em uma noite dessas eu me desespero
Olha que não vai ter volta
Jogar comigo assim é motivo de revolta

Certo sábado vai ser como eu quero
Vão te perguntar onde estou
Vou ser feliz, coisa que você não ousou

terça-feira, 12 de junho de 2012

Responsabilidade

Na teoria não é muito bem compreendida. 
Responsabilidade é coisa para se ver na prática. 
Está no suor, 
No cansaço.
Responsabilidade a gente não vê na televisão.
Ou até sim, mas somente após muita exploração.
Por isso prefiro os livros,
Os livros feitos por responsáveis escritores.
Responsabilidade de uns tempos para cá
Nada mudou, mas se exilou.
Visto de um ângulo diferente
Responsabilidade não é termo de homem novo, de cultura pobre
É para os fortes, determinados, jamais para o nobre
Porque ainda acho que responsabilidade é trabalho
É estudo, 
É a garantia, uma reserva, uma missão
Responsabilidade para mim e meu amigo João
É sentar na praça, não desanimar, seguir 
Seguir e não olhar pra trás.
Responsabilidade, na verdade, pertence à humanidade.
A mim e a você
Cabe ser responsável no ir e jamais retroceder.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Você aí, eu aqui, nós assim

Não entendo o porquê, mas os melhores momentos pra mim se dão à noite. Noite de verão, quente. Noite de inverno, fria. Não importa. E eu cheguei naquela festa. Cheguei com meus amigos. O lema era diversão. E você já sabe o que esperar de nós. Você sempre soube que eu tenho esse complexo de loucura, de simplicidade e humildade, mas de libertação nas noites de festa. Não me lembro da música, hei de confessar, mas lembro de ti. Ah, lembro. Enquanto uns dizem que a bebida enlouquece e faz mal, eu prefiro admitir que ela é efêmera, mas também animadora. E foi assim. Acabei te vendo. Vi muita gente. Fiz amigos. Abracei desconhecidos. Mas te vi. E você sorriu. Você sorriu porque eu tava muito engraçado. Na multidão até me perdi, mesmo assim te vi. Por um segundo tudo era diferente. Você chegou. Somos amigos, você tinha que vir falar no meu ouvido que eu estava péssimo, faz parte da intimidade. E você falou. O som abafou tuas palavras de modo que só eu escutei. Te abracei. Mas isso já era esperado. Se abracei eles, por que não faria isso contigo? Até pensei, pensei que você fosse recuar. Você me aceitou, novamente sorriu e ficou ali comigo, encostados, mais calmos decerto. Fiquei calmo porque estava contigo e a gente tava bem. Mas uma sensação me tomou e eu comecei a falar coisas, tantas coisas, palavras como flechas. Foram coisas boas. Falei que gostava de ti, relembrei os momentos, fiz perguntas e não deixei você responder, foi tudo rápido, mas eu falei tudo que tinha no interior e estava trancado. Pra mim, aquele momento foi mágico. Mágico teria de ser. A gente se beijou. Foi real, você sabe. Foi real. Você cuidou de mim. Por segundos me senti mais forte. Mas foi tipo sonho. Paixão de amigo. Porque a gente se ama. A gente se ama como irmão. E você pode estar longe de mim, eu de você, pode mentir, não saber o que fazer. Mas tem um espaço guardado pra você. Porque não importa se você está aí e eu aqui, a gente vai ser sempre assim.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Resumir você

E pensar que hoje era um dia normal. Dia pra se seguir uma rotina. Quem sabe umas provas no colégio, um bate papo banal na esquina da rua ou um aceno àquela senhora de 70 anos. Mas sequer faz dez anos que eu te conheci. Sequer cinco anos. Tempo suficiente para ser resumido em apenas um dia. Lembrei de tudo, praticamente: do marco inicial - as descobertas e incertezas ao marco final - uma intimidade sem limites e sorrisos tortos. Você para. Você senta. Você cria suspense. Você acha que sabe tudo. Você aprende que não sabe nada. Esse paralelismo todos precisam passar, é um processo. Nós passamos. Nós é uma palavra errada. Mas eu resumi você hoje. Hoje eu te resumi. Lembrei de uma coisa que você lembra, também de uma coisa que só eu lembro, tenho certeza. Mas lembrei de você porque queria. Queria lembrar das nossas conversas e lembrei; imaginar nossas caras quando eram ditos tantos absurdos da imaturidade e imaginei; calcular seu sorriso diante de minhas premissas de amor e calculei. E você ainda olha pra mim e diz que o futuro é incerto. Você não sabe o que eu passei, você ainda não sabe. Você é tudo pra mim. Leva embora o dia ruim, faz cara de honesta, mas adora sacanear, me envergonhando, enrugando minha testa. Um vergonha gostosa. Mais gostoso ainda não é só imaginar o passado, mas o futuro. Pois ele é certo. Nós, não em casa, muito menos na faculdade, longe de estresse, de qualquer atrocidade. Nós livre. Nós após atravessado a ponte de dor, sorrindo sem caô. Você também precisa resumir seu dia. Se você resumir seu dia, me encontrará. Se me encontrar, ficaremos juntos. Porque, por mim, eu resumiria a todo instante, pra todo momento, supérfluo que fosse, me encontrasse com você.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A gente sempre volta

A gente pode até brigar,
Melhor se conhecer,
Se distanciar
E não se ver.
A gente pode até discutir,
Se ocupar de outras formas,
Pode parar de rir
E caminhar só por linhas tortas.
A gente pode ocultar o papo reto,
Dizer coisa não pensada,
Negar contato direto
E topar, e topar, e topar na estrada.
Mas sei que a gente volta.
A gente volta sempre.
O orgulho a gente solta.
A gente volta sem presente.
A gente já brigou.
Ainda vamos brigar.
Só que ninguém ainda ousou
Isso um ao outro falar.
A gente pensa igual
Na ida, na volta
Brigar não é nosso mal
Porque a gente sempre volta

domingo, 27 de maio de 2012

Mechas do teu cabelo

Minhas mãos pedem,
Às vezes suplicam por
Estarem em teu cabelo
Acariciando, modelando-o

Mechas que só faltam falar
São como ondas que se quebram
Só pra mim, talvez sim,
Mas apenas se fecham

Não o comparo com outro
Porque o teu tem mechas escuras
As vezes que já me encantei são inúmeras

Filósofos encontrariam a resposta
Se existe realmente um Deus
Quando olhassem pra ti, pros cabelos teus

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sexta à noite

Pelo simples fato de ser sexta, já fico feliz. Tem o futebol com os amigos da vila, alguns filmes legais na minha nova tv por assinatura e o churrasco na vizinha, mas, hoje, o plano é outro. Ligo pra ela pra confirmar o horário do nosso encontro de logo mais. Mentira, ligo porque estou com saudade. Por fim, cedo: realmente prefiro sair com ela a qualquer outra coisa. E isso eu não digo a ninguém, especialmente a ela. É coisa minha. Da mesma forma que é típico dela sempre chegar muito atrasada. Marquei às dezenove horas, ela chegou às vinte. Ela me beija, inventa uma desculpa que eu nem pretendia saber e honestamente me conquista novamente. Estamos no shopping, ele está lotado e num clima legal. Nós gostamos de movimentação, às vezes. Como curtimos as mesmas músicas, os mesmo filmes e também os mesmo livros, fica fácil nos ocuparmos. Antes que o filme comece, temos tempo de comprar um livro e um cd, ambos lançamentos que ela tanto esperava. Na verdade, nós dois (segredo meu). Não sei por que ainda assisto filme de terror com ela. Ela me morde, me aperta e ainda grita no meu ouvido. É tão doloroso. Mas, também é engraçado. É viciante. É excitante. O filme acaba e nela vejo um sorriso. De luzes apagadas, ainda dá tempo para um beijo demorado, até que a senhora ao nosso lado nos pede licença para passar. Ela sorri, eu a acompanho. Em outro dia eu iria levá-la pra casa, mas é sexta, hoje não temos pressa. Não tenho carro, tenho uma moto. Com prudência ou sem, gosto de correr na estrada. E ela me aperta mil vezes mais do que durante o filme de terror. Mas, quando chegamos à praia, tudo se tranquiliza. O vento me inspira, faço um verso, faço outro, construo uma rima fatal e ela me abraça. Não é noite de lua cheia, mas tem estrelas. E mesmo me sentindo um, não sou herói. Portanto, levo-a pra casa, antes que algo de ruim aconteça. Mas, é questão de cautela, não medo. Ela está muito sonolenta, por isso só me dá um beijo, um abraço forte e um tchau. Minha sexta-feira foi assim. Não são todas iguais, claro. Mas, poderiam ser. Nos meus sonhos são. Não me importaria de viver por ela. Na verdade, nos meus sonhos todo dia é sexta-feira. E, nos meus sonhos, todas as sextas-feiras são assim.

domingo, 13 de maio de 2012

Eu cresci e você não percebeu

Eu durmo cedo. Estudo mais. Estudo, larguei o skate no canto do quarto. De vez em quando eu toco violão, mas não é regra. Não sei se isso é se dar o valor, mas eu não corro mais atrás de ninguém. Eu ainda vou a festas, bebo menos, a responsabilidade agora mora em mim. Não sei se fiquei chato, mas cresci. Digo que cresci porque me sinto forte. Mesmo forte, sei que posso cair a qualquer momento. Durmo menos, penso mais. Passei por três fases até agora: momento de sentir ódio, momento de não sentir nada, momento de sentir saudade. Pensei tanto que agora tenho mais idade. Senti ódio quando me vi sozinho depois de tanto tempo junto a ti. Esqueci de tua existência quando conheci coisas novas. Mas, senti saudade quando percebi que nada novo é melhor que o nosso velho papo, o nosso incomparável sossego. Eu não sei o que o futuro nos vai proporcionar. Se agora cresci, preciso esquecer a ideia de brigar. Existem coisas que vão sempre estar comigo, tipo: ansiedade, medo, inconstância, positividade, fraternidade, religiosidade e até o dom da imaginação. Você precisa entender. Vou sempre preferir um cantinho na praia ou um filme de comédia romântica, mas ainda assim vou mudar. Vou crescer. Tomei decisões, escolhi caminhos. Mas, cresci, vou crescer mais e os planos terão que ser mudados. Sonhos de adolescente não serve mais pra mim. Tudo bem que meu sonho não era lá grande coisa. Mas, vou mudá-los. O problema é que você era esse meu sonho de menino, tipo, você sabe, ter um dia só pra nós, fazer compras e assistir um filme. Sempre pensei como homem e agi como mulher. Você sorri sempre com isso. Mas, vou mudar meus sonhos. Meus caminhos são outros. Talvez até seja rico, pobre, feliz, infeliz, solitário, bem acompanhado, charmoso ou extravagante demais, mas, eu quero crescer, viver para ver. Do antigo já cansei, de sonhos bobos já deu. Eu cresci e só você não percebeu.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Coisas tuas

Do sol eu sinto o calor
Do mar sinto o frescor
De ti recebo o sorriso
Que elimina toda dor

Das nuvens me vem a esperança
Do vento me vem lembrança
Da música vem a melodia
Que compõe a nossa dança

Das ondas, das montanhas
De um dia de neblina
Tudo misturado em façanhas
Como a ressurgência cristalina

Do tempo absorvo a maturidade
Do teu colo recebo carinho
Da distância tiro ansiedade
E do meu coração some um espinho

Do primeiro ao último beijo
Férias de verão ou inverno
Do coração vem o desejo
De te ter como amor, 
Como amor eterno